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| Personagens com a Pinhole Dirceu Maués |
Compreendeu a montagem de cenário
e a composição de personagens com a participação de outra pessoa, além dos
registros fotográficos. Foram utilizadas duas câmaras pinhole artesanais para
operar com filmes coloridos Pro Image, 35 mm, ASA 100, 24 e 36 exposições.
Um modelo de câmara foi confeccionado
com caixa de fósforos em oficina ministrada pelo fotógrafo Dirceu Maués no
Instituto de Artes Visuais da UnB. O outro modelo foi construído em madeira
pelo próprio Dirceu Maués e apresenta melhoramentos expressivos em relação ao
primeiro. Também foi utilizado um tripé em algumas fotos com os dois modelos de
câmaras.
O horário escolhido para as
exposições foi o do início da manhã e do final da tarde, quando a luz permite
maior profundidade de campo, sombras acentuadas e cores expressivas. Todavia, a
variação climática também influenciou em várias fotos com o tempo nublado,
quando então optamos por um maior tempo de exposição. Salientamos que o tempo
de exposição é aproximado, uma vez que, obviamente, a máquina artesanal não
dispõe de mecanismo de controle desta variável e nem de contador de imagens. Este
tempo variou entre 1 e 3 segundos.
Procurou-se explorar as possibilidades
dos aparelhos, com experiências várias em diversos locais: retratos, paisagens,
natureza-morta, dupla-exposições, etc.
1. A primeira iniciativa a tomar
é construir o próprio aparelho ou adquirir um. Não faz parte do escopo deste
trabalho ensinar a fazer a maquineta artesanal, o que é simples, pois na
Internet existem inúmeros sites que o fazem com o detalhamento necessário;
2. Escolher o tipo de assunto a
ser fotografado, posicionar a câmara, estimar o tempo de exposição considerando
se o objeto é estático, se está em movimento, se é uma cena interior ou
exterior, neste caso observando o clima, posição do sol entre outros fatores;
3. Em uma das séries optou-se por
montar um cenário externo, com caracterização de personagens e ambientação;
4. Acionar o obturador que, no
caso das pinholes utilizadas, era do tipo guilhotina. Este é, sem dúvida, o
momento que exige maior concentração e destreza do operador;
5. Girar o carretel do filme que,
quando se pretende a dupla-exposição, permanece imóvel. Em fotos normais, recomenda-se
avançar 1 volta inteira até a décima foto e, a partir daí, ¾ de volta até o
final da película. Deve-se marcar com lápis a posição do dispositivo para não
perder a referência. Este procedimento deve ser feito logo que se tenha colhido
o instantâneo, para que não se esqueça e se produza, involuntariamente, a sobreposição
de assuntos;
6. Levar consigo papel e lápis
para anotar os detalhes da fotografia, tais como o número da foto, o local, o
tempo de exposição, clima e outros dados considerados interessantes. Este
registro é muito importante e deverá ser efetuado tão logo se registre o motivo.
Lembre-se que o seu dispositivo não tem um contador de imagens;
7. Rebobinar o filme para o
tambor original, esta operação varia consoante o modelo fabricado;
8. Levar para revelação
recomendando a abertura da câmara no interior do laboratório para
impossibilitar a queima de parte da película.
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| Cenário e Personagens |
“A pinhole questiona os padrões, reinventa a
relação do homem com a técnica, incluindo outras possibilidades de uso, para
além da lógica cibernética, instantânea, presumida como infalível” Ana
Elizabeth Lopes




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