Minhas Imagens


Fotografias realizadas em 01 de dezembro de 2013, em residência no Lago Norte, em Brasília-DF.


Dois Retratos - 2 x 1"(Dupla-exposição com inversão de imagens)
17:42h
Duende - 1"; 8:12h
                                                                                                     
Eu sou a Lenda - 2 x 1"; 17:40h
Um pouco de conversa...

O homem e o Tempo - 2 x 1"(dupla-exposição); 8:05h




Hoje em dia um equipamento fotográfico caro e sofisticado confere importância e status a quem o possui, como se a qualidade dependesse apenas de recursos materiais e não da inventividade do autor da foto para produzir uma bela imagem. A cada dia são fabricados artefatos fotográficos que buscam, cada vez mais, substituir o fotógrafo. Já existem câmaras que captam o melhor sorriso do fotografado, selecionam rostos infantis, retiram o olhos vermelhos, corrigem o balanço das mãos, etc, o fotógrafo nem precisa mais preocupar-se com o momento decisivo, porque a máquina o escolhe infalivelmente. Esta constatação nos incita transgredir certos conceitos e normas da fotografia tradicional, sobreditados pela alta tecnologia quando nos aprisiona ao cardápio das novas câmaras e nos cerceia a liberdade de elaboração das imagens. 
As imagens anamórficas desvirtuam a perspectiva tradicional, distorcem as figuras, geram fantasmagorias em dupla ou multiexposições, transcendem as noções de tempo e espaço, esfumaçam movimentos, suprimem pessoas e objetos, causam surpresas, dubiedades, incertezas e demonstram que valores cultuados pela fotografia popularmente conhecida como a cópia fidedigna da realidade e fruto da excelência tecnicista, podem e devem ser contestados. Todos esses efeitos são vorazmente perseguidos pela parafernália técnica avançadíssima de certos segmentos da Arte Eletrônica.Uma singela câmara de fabricação artesanal é capaz de tudo isso e de levar o seu operador a refletir e assumir uma visão crítica sobre todo o setor industrial capitalista por trás dos formidáveis caríssimos aparelhos que hoje existem. A Pinhole ou câmara de orifício coloca a imagem mais “nitidamente” como um símbolo do contexto e da evolução cultural, induz à experimentação produzindo imagens desconcertantes e expressivas, varrendo para baixo do tapete o nosso mundo padronizado, encolhido e escolhido nas vitrines chiques das lojas especializadas. Pinhole não dá Click... nem chilique!





"Homens Trabalhando" - 2"; 17:05h


Re-Trato, Re-Nato - 1", 17:20h; foto "Convencional"




Câmara Pinhole em Caixa de Fósforos - Fotos "Convencionais"; Bicicletas, 3"; Casas 2"; 7:45h





Câmara Pinhole em Caixa de Fósforos - 2 x 1"; (dupla-exposição); Autoretrato; Casas; 8:35h



Natureza morta com Lamparinas - 2 x 1", 8:12h, mudança de 90°









Coisas Daqui & Dali - 2' e 4", 17:10h

O Feiticeiro- 2 x 2"; (dupla-exposiçâo); 16:56h


Segredo - 1"; 17:35h


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